A gente se engana tanto, não é? Fazemos a curva para o lado que pensávamos ser o correto, até percebermos que era para pegar a curva da direita e depois não tem mais como voltar.
A gente se desencontra tanto, não é? O desencontro é, por muitas vezes, de nós mesmos! Fugimos de quem somos, constantemente, e sabem a causa? Por que é chato olhar para si e ver os defeitos que nos acompanham. Eles são parte de nós, porém nos cabe o direito de escolher as boas e más companhias.
A gente se frusta tanto, não é? No fogo de tantas paixões, nos queimamos e a queda (ah, meus amigos!) é de uma altura abismal. É como se estivéssemos alcançando o céu sendo carregados por dezenas de balões até surgir uma ventania que, carregada de muita fúria, espalha e desfaz tudo.
A gente veste tantas máscaras, não é? Quem consegue ser aquilo que realmente gostaria de ser? Na essência, nascemos puramente verdadeiros e crescemos vivendo, até os últimos dias, inteiramente falsos, porque somos pedaços criados pelo ambiente a nossa volta.
A gente quer tanto ser feliz, não é? Para uns, a felicidade está no que o dinheiro pode proporcionar; já para outros, a felicidade está naquilo que nos transforma, nos refaz e que é o maior e mais saboroso alimento: o amor.

