Arquivo da categoria: Livros

Comer Rezar Amar

Filme perfeito! Tudo bem que grande parte do público interessado em vê-lo deva ser o feminino, o gay e o de homens sensíveis. ( – Han? Quê? Sensibilidade e testosterona não combinam, filha!…. – Não? Ah, então tá!)

Falando sério, agora….Há milhares de Elizabeths, nesse mundo de pessoas, homens e mulheres, cada vez mais personalistas. Faço piada, já que para alguns a história possa ser pífia, [e aos que acham, digo que o livro é um best seller!], mas o fato é que há várias mensagens que precisamos tatuar em nossas mentes, como verdadeiros mantras.

Todos têm pressa pela busca de algo que sequer sabem o que é! Estão, por aí, inventando novos costumes, achando que felicidade é subtrair e não somar, ao menos um com outro um, e vão se arrastando sozinhos, enganando a si mesmos.

Elizabeth seguiu sua intuição e tentou encontrar a felicidade, numa viagem, de um ano, à Itália (para comer), Índia (para rezar) e Indonésia (para amar), mas teve que perceber que felicidade não estava em lugar nenhum, por onde ela passasse; a felicidade tinha que estar dentro dela mesma.

Que assim seja com cada um de nós! Pra mim, o importante, primeiro, é PERDOAR…[quando você perdoa a si, acaba por perdoar o próximo] para ver a vida com o olhar mais suave e, em segundo, AMAR….[amar e ter prazer pelo que faz, amar os amigos, famíla, e amar uma outra pessoa] Se não há amor, não há sentido!

Particulamente, vou tentar fazer o que vi [e achei interessante]…. Foi na sua visita à Índia, que ela aprendeu, por sinal….

“Quando não gostamos de alguém, ou sentimos a falta de alguma pessoa, pensemos nela positivamente, emanando luz e que depois esqueçamos.” [para mim, isso é amar e perdoar.]

COMER REZAR AMAR, em suma, é PERDOAR!


Comecei a ler “Cem anos de solidão”. Como sou uma “curiosa visionária sempre em busca do novo”, entendo e sinto toda a angústia de José Arcádio Buendía, em cada parágrafo.

Viva Gabriel García Márquez!!!


Mestre cartunista ilustrador ziraldo

Embora o Programa do  Jô tenha perdido a graça, faz tempo….VALE A PENA VER ESSA ENTREVISTA do grande Ziraldo!

http://ziraldo.blogtv.uol.com.br (o tal blog)


Leis estimulam versão cinematográfica de O Apanhador no Campo de Centeio

Quando Jerome David Salinger, mais conhecido como J. D. Salinger, morreu em janeiro deste ano, não se lamentou apenas a perda do notável escritor americano. Muitos também se queixavam do fato de o autor nunca ter autorizado a transformação de uma de suas obras-primas em filme.

Mas o portal de notícias britânico Telegraph.co.uk trouxe novas esperanças aos fãs da literatura beatnik no último fim de semana. Segundo uma reportagem do site, Hollywood está encorajada a fazer uma versão do romance “O Apanhador no Campo de Centeio”, de 1951.

O motivo? Quando Salinger morreu, a lei federal de propriedade dos EUA estava suspensa, o que fez com que a fortuna do escritor não fosse taxada normalmente.  Agora, a perspectiva é a de que o valor que incide sobre os direitos autorais seja reduzido gradativamente — o que aumenta as chances de os herdeiros venderem os títulos para adaptação enquanto podem ganhar mais dinheiro com isso.

De acordo com The Internet Movie Database (IMDb), os únicos longas-metragens baseados em livros de Salinger são: “My Foolish Heart” (1949)  adaptado de um conto, e “Pari” (1995), versão não autorizada de “Franny and Zooey”, publicado em 1961. O autor teria também colaborado com a trama de “Malena” (1993), que não deve ser confundido com “Malèna” (2000), protagonizado por Monica Belucci.

Dentre os cotados para viver Holden Caulfield, personagem principal de “O Apanhador…”, já surgiram nomes como Marlon Brando, Jack Nicholson, Leonardo DiCaprio e Tobey Maguire.

Se a idéia finalmente vingar, quem será o protagonista do drama adolescente? Alguém como Robert Pattinson?

SINOPSE

O livro narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, jovem de 17 anos vindo de uma família abastada de Nova Iorque. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno, depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso da escola.

No regresso a casa, decide fazer um périplo, adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si, como um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha, e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça.

CURIOSIDADE

O assassino de John Lennon, Mark David Chapman, carregava este livro consigo no dia em que cometeu o crime. Segundo testemunho do próprio Chapman, estava lendo o “Apanhador no Campo de Centeios”, minutos antes de tentar o suícidio e da obra teria tirado inspiração para matar John. Outro fato curioso é que o atirador que tentou matar Ronald Reagan em 30 de abril de 1981, afirmou a mesma coisa, ou seja, que teria tirado do livro a inspiração para matar o presidente Reagan. No filme “Teoria da Conspiração “, Mel Gibson faz o papel de um motorista de taxi psicótico, que acha que todos estão contra ele, ele possui uma compulsão, comprar diariamente um mesmo livro, “o Apanhador no Campo de Centeio”, em sua casa existem milhares de exemplares dessa obra, por conta de uma dessas compras ele é descoberto por seus inimigos e quase acaba morto.


Garoto de 10 anos ensina crianças a lidar com mães

Alec Greven, que lançou seu primeiro best-seller com 9 anos, o livro “Como falar com meninas”, agora com 10 anos promete repetir o feito. Seu novo guia, “Como falar com as mães” (Editora Record), deve novamente figurar entre os mais vendidos, porque traz dicas simples e simpáticas de como lidar com a garota (pelo menos por enquanto) mais importante da sua vida. Alec mesmo disse, quando virou o guru do amor mirim, que não existem mulheres em sua vida, exceto sua mãe. E tudo o que ele escreve ali, por mais óbvio que pareça para um adulto, é muitas vezes o clique que faltava para a criança compreender um pouco melhor aquela mulher que se ama intensamente – e no minuto seguinte já se tornou o mais odiado dos humanos.

A primeira verdade de Alec, que vive no estado do Colorado com a família, está na introdução: “As crianças fazem muitas coisas que irritam as mães. E você sabe do que eu estou falando. Mas, apesar de você irritar a sua mãe, ela nunca vai deixar de amar você. Isso é que legal”. Sim, isso é muito legal, mas se valer do amor incondicional para irritar uma mãe não é nada bom.

Na lista de Alec sobre o que as mães não gostam, além de usar a blusa para assoar o nariz ou limpar a boca (arghhhh, principalmente se a boca estiver suja de açaí – e aí a contribuição é minha), não brigar com os irmãos, fazer manha ou gritar, e levar insetos ou outros bichos estranhos para dentro de casa, eu acrescentaria mais um item: ter que repetir, dez, 20, 30 vezes: “faça o dever de casa, desligue a televisão, largue o DS, coma tudo, está na hora de dormir”.

Alec, que não perde o bom humor com suas recomendações, diz que os filhos podem tentar inventar desculpas para fugir de suas obrigações diárias, como arrumar o quarto, organizar a bagunça dos brinquedos etc. Mas ele mesmo garante: “As mães são espoertas e não gostam de desculpas inventadas, de modo que eu não recomendo fazer isso”. E ainda diz para não reclamar com ele se não der certo.

O capítulo 7, “Por que eu amo a minha mãe”, é o mais delicioso – pelo menos para mim, que tenho dois filhos. E foi também o que mais emocionou minha filha de 8 anos, que resumiu o fim do livro assim: “Acho que já estou entendendo sobre tudo sobre você, mãe!”. Nesta parte, Alec diz: “As mães não querem estragar a vida da gente. Elas só querem ajudar você a se dar bem e a ser uma pessoa mais legal. Elas obrigam você a fazer um montão de coisas que não está a fim de fazer, mas fazem um montão de coisas para ajudar a gente.” Leem histórias, brincam, jogam futebol, levam para viajar, buscam e levam, tomam conta, dão comida, dão conselhos, ajudam com o dever de casa e são ótimas confidentes. “Lembre-se das coisas que a sua mãe faz por você, e do que você pode fazer para que ela fique feliz.”

Os agradecimentos?

“À minha mãe, é claro!”

Taí, Alec, também tenho muito a agradecer à minha.


Um gênio se despede

gabriel_garcia_marquez
Gabriel Garcia Marquez retirou-se da vida pública por razões de saúde: cancro linfático. Agora, parece que é cada vez mais grave. Enviou uma carta de despedida aos seus amigos que, graças à Internet, está a ser difundida. A sua leitura é recomendada porque este texto escrito por um dos Latino-americanos mais brilhantes dos últimos tempos é verdadeiramente comovedor.

“Se por um instante Deus se esquecesse de que sou uma marioneta de trapo e me oferecesse mais um pouco de vida, não diria tudo o que penso, mas pensaria tudo o que digo.

Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam.

Dormiria pouco, sonharia mais, entendo que por cada minuto que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz.

Andaria quando os outros param, acordaria quando os outros dormem. Ouviria quando os outros falam, e como desfrutaria de um bom gelado de chocolate!

Se Deus me oferecesse um pouco de vida, vestir-me-ia de forma simples, deixando a descoberto, não apenas o meu corpo, mas também a minha alma.

Meu Deus, se eu tivesse um coração, escreveria o meu ódio sobre o gelo e esperava que nascesse o sol.

Pintaria com um sonho de Van Gogh sobre as estrelas de um poema de Benedetti, e uma canção de Serrat seria a serenata que ofereceria à Lua.

Regaria as rosas com as minhas lágrimas para sentir a dor dos seus espinhos e o beijo encarnado das suas pétalas…

Meu Deus, se eu tivesse um pouco de vida… Não deixaria passar um só dia sem dizer às pessoas de quem gosto, que gosto delas.

Convenceria cada mulher ou homem que é o meu favorito e viveria apaixonado pelo amor.

Aos homens provar-lhes-ia como estão equivocados ao pensar que deixam de se apaixonar quando envelhecem, sem saberem que envelhecem quando deixam de se apaixonar!

A uma criança, dar-lhe-ia asas, mas teria que aprender a voar sozinha. Aos velhos, ensinar-lhes-ia que a morte não chega com a velhice, mas sim com o esquecimento.

Tantas coisas eu aprendi com vocês, os homens… Aprendi que todo o mundo quer viver em cima da montanha, sem saber que a verdadeira felicidade está na forma de subir a encosta.

Aprendi que quando um recém-nascido aperta com a sua pequena mão, pela primeira vez, o dedo do seu pai, o tem agarrado para sempre.

Aprendi que um homem só tem direito a olhar outro de cima para baixo quando vai ajudá-lo a levantar-se.

São tantas as coisas que pude aprender com vocês, mas não me hão-de servir realmente de muito, porque quando me guardarem dentro dessa maleta, infelizmente estarei a morrer…”

Gabriel Garcia Marquez

Lindo texto……..VIVA GABRIEL GARCIA MARQUEZ!!!!


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.